segunda-feira, 18 de maio de 2009

Procura-se um (a) namorado (a)???????????


Pensei em iniciar meu primeiro texto fazendo uma crítica ácida a São Pedro. Qual o motivo? O final de semana chuvoso... Mas como não acredito em santos, deixei essa idéia para lá.
Mas pensando em santo, lembrei de uma coisa bem legal! São Pedro me lembrou Santo Antônio, que me lembrou casamento, que me lembrou dia dos namorados, que, finalmente, me lembrou a passeata dos encalhados, digo, dos sem namorados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Engraçado como uma data tão fútil (desculpem a minha sinceridade) pode comover tanta gente em busca de alguém “para chamar de seu”.
Nos tempos atuais (eu deveria descartar essa expressão da minha vida, meus professores de redação dos tempos de cursinho pré-vestibular exorcizavam esse termo), mas clichês a parte, vamos o que interessa. Rebobina a fita! Estamos vivendo o momento da comunicação instantânea, celulares, avião, iphones, fast food, e-mail, msn, orkut e etc. Tudo se tornou mais rápido, e cada vez mais rápido! E os sentimentos entraram nessa febre, e como não poderia deixar de ser, os namoros se tornaram cada vez mais rápidos e raros. Quando você encontrar alguém para chamar de seu, segure firme, por que a moda de ficar, aliás, moda não, já virou costume há muito tempo... Na minha época de adolescente (não faz muito tempo), ficar era sinônimo de: ir para a balada; beijar um garoto; trocar telefones; esperar ele ligar uns três dias depois (para não demonstrar ansiedade); marcar no shopping; beijar de novo (depois de muito fazer doce, tinha que dar uma de difícil) e ir ficando até começar a namorar. Mas isso agora é coisa do passado, como diz a música, que expressa claramente os relacionamentos atuais: “beijo na boca é coisa do passado, a moda agora é namorar pelado”. As pessoas vão para a balada para sair de lá direto pro motel. Quero deixar bem claro que não estou generalizando e nem traçando um perfil baseado em pesquisas cientificas. Estou apenas falando o que observo. Lendo a coluna “Modas de Macho” no Diário de Pernambuco de sábado (16/05/09), Xico Sá fala sobre essa manifestação dos encalhados e diz que suas “priminhas do subúrbio e do interior tomam uma coca-cola de saco cheio de mancebos que só pensam em casamento”. Onde fica essa cidade ou esse subúrbio? Meu colega, você deveria ter informado para que algumas amigas minhas, que só falam na falta de um namorado, irem lá tentar arrumar um marido. Desculpa meu caro, mas, discordo de você. Sou do interior e atualmente moro no subúrbio de uma região metropolitana e não percebo isso. Acredito que talvez você nunca tenha ido a uma festa no interior para perceber que esse descompromisso é generalizado. A independência e a modernidade e o fim da diferença sexual onde o homem pode tudo e a mulher tem que aceitar está acabando. Homens e mulheres levam cada vez mais a sério o trecho da música que diz: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo...” e por ai vai, é uma tradução do que as pessoas querem, que é, ser de ninguém. Muito contraditório essa música ter feito tanto sucesso nas balada e ver pessoas com cartazes reclamando a falta de compromisso nos relacionamento em uma manifestação! Vejo um lado negativo e outro positivo nessa passeata. Vou começar pelo negativo: quando você procura alguém, qualquer pessoa serve, o amor não se procura, simplesmente acontece na sua vida; a procura nos cega pela vontade de assumir publicamente um namoro e andar de mãos dadas no shopping. Daí deixamos de perceber defeitos perceptíveis pela simples necessidade de não ficar só nos finais de semana assistindo o Faustão na sala. Agora vem o lado positivo, que é mostrar para a sociedade que Deus não nos fez para ficar só, que é legal ter alguém para chamar de seu, que é bom dormir depois de escutar um “boa noite meu amor” no telefone e outras coisas de casais apaixonados.
Para encerrar, tenho certeza que Santo Antônio (para quem acredita) não terá folga no dia dele, vai ter muitos encalhados fazendo promessas e simpatias para que o santo casamenteiro mande a pessoa amada o mais rápido possível.

3 comentários:

  1. Menina,post inteligente,concordo com você. Aliás, quando comecei a ler achei que não era você que tinha escrito (KKKKKKKK). Mas, brincadeiras à parte, inteligente você sempre foi, até demais...
    Saudades!! Nos aguarde em dezembro.
    Nane

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  2. Oi Juciane! fiquei orgulhoso em vê-la depois de muito tempo. Te conheci quando você ainda era adolescente e agora de repente me deparo com uma jornalista. Parabéns!
    Li não apenas esse engraçado blogger, mas também alguns dos outros. Esse me chamou atenção pela parte irônica e as duas opiniões "positivo, negativo".
    Realmente, a moda FICA tem se proliferado. No meu tempo também havia o fica de forma mais descente, se é que assim podemos dizer. Não se chamava fica mas era parecido, pois quando conseguíamos dançar mais de uma música tipo agarradinho. Isso era sinal que a partir dali, havia grande chance de se tornar um romance que durasse até que outra garota nos chmasse mais a atenção. Como não pensavamos em casar, nem ele, nem ela, lutávamos para que a paixão fosse apagada através de outro "amor". Era um fica com outra intenção, ou seja, se nunca encontrássemos outra com melhores caracteríscas, estávamos de namoro seguro e casamento a vista. Precisávamos vencer a adolescência ou juventude com uma história a contar. Desprezávamos os sentimentos aguardando o tempo em que se dizia, agora estou pronto. Isso não de forma generalizada.
    Hoje vivemos o pós modernismo, onde vale a carne e o coração perdeu a essência, a melhor parte ficou no século passado, DEUS está longe e tornou-se arcaico.
    José Nunes de Souza - Serra Talhada

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  3. Se sentir amado, desejado é muito bom para o ego da pessoa, mas é preciso saber balancear os sentimentos para não repercurtir para uma desilusão.
    Adorei o texto.
    Boa semana

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